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18/09/2026

Itaú fecha contrato de R$ 1,17 bi por aluguel de escritórios de alto padrão da Eztec em SP

Banco pretende distribuir 9.600 postos de trabalho entre as duas torres do Esther Towers, na zona sul de São Paulo. Iniciativa consolida mudanças no modelo híbrido da instituição financeira, que vai ampliar exigência do trabalho presencial (Por Diego Felix) - foto Paulinho Costa FEEB PR -

A incorporadora Eztec anunciou nesta quinta-feira (17) a assinatura do contrato de locação com o Itaú Unibanco para o Esther Towers, complexo de duas torres de alto padrão localizado na zona sul de São Paulo.

Segundo o fato relevante, o contrato assinado pela subsidiária Mairiporã Incorporadora tem prazo de dez anos, com valor total de R$ 1,17 bilhão e cláusula de prorrogação por mais cinco anos. Os valores do aluguel serão reajustados anualmente pelo IPCA, o índice de inflação oficial do país.

O início das tratativas foi comunicado pela Eztec há pouco mais de duas semanas. Até aquele momento, o Itaú não era anunciado como um possível cliente.

Em nota, o banco disse que as torres serão ocupadas de forma escalonada conforme as obras forem finalizadas (o que deve acontecer entre o final deste ano e meados de 2027). O espaço receberá 9.600 posições de trabalho.

"A escolha do Esther Towers levou em conta critérios operacionais, de infraestrutura e de atendimento às necessidades futuras, com foco em ambientes que favoreçam a colaboração, a troca de conhecimento e a integração entre as equipes. O novo polo se soma às operações já existentes na cidade", disse o banco.

Casas de análise como o BTG já vinham colocando a possível transação do Esther Towers como um impulsionador dos valores das ações da incorporadora, hoje negociados a R$ 12,95 na B3.

Em março, o próprio Itaú BBA já tinha projetado uma potencial venda do edifício como um sinal aos investidores de que era momento de comprar as ações da companhia. À época, a divisão de análises do banco considerou os ativos da Eztec como descontados e com espaço para valorização, caso a venda fosse concretizada.

No início do mês, quando foi anunciada uma possível assinatura de contrato, o BTG estimava um NOI (sigla em inglês para receita operacional líquida, métrica utilizada para medir o resultado de um imóvel já descontados os custos operacionais) de cerca de R$ 130 milhões por ano para o empreendimento —o equivalente a 20% do lucro projetado para a Eztec em 2027.

Com o contrato de locação estipulado em R$ 1,17 bilhão pelos próximos dez anos, a receita anual com o imóvel deve girar em torno de R$ 117 milhões.

Recentemente, o Itaú informou internamente que promoveria mudanças no modelo híbrido. Em 2028, os funcionários administrativos passarão a ter frequência mínima obrigatória de três dias por semana nos escritórios (hoje a regra é de oito dias por mês).

Os superintendentes deverão comparecer presencialmente os quatro dias da semana já no próximo ano, acompanhando o modelo adotado para os diretores. Hoje, o Itaú possui mais de 80 mil funcionários pelo país.

O Esther Towers está em fase final de construção e terá áreas de 800 m² a 2.000 m² por andar. As duas torres têm 26 andares cada e são conectadas por um heliponto central

Segundo o Itaú, as operações no Esther Towers se somarão às unidades na Faria Lima e no Jabaquara, onde fica a sede. (Fonte: Folha SP)

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